23 de fev. de 2021

Vacina da Pfizer se torna o primeiro imunizante contra a COVID-19 a conquistar o registro definitivo da Anvisa

Vacina da Pfizer/BioNTech é o primeiro imunizante contra a COVID-19 a receber o registro sanitário definitivo no Brasil. (Foto: PHOTONEWS/Getty Images)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) concedeu nesta terça-feira (23) o registro definitivo ao imunizante da Pfizer/BioNTech. A vacina contra a COVID-19 é a primeira a obter a certificação definitiva, mas o imunizante ainda não está disponível no Brasil.

Em nota, a Anvisa certificou que a segurança, qualidade e eficácia da vacina da Pfizer/BioNTech, foram aferidas e atestadas pela equipe técnica de servidores da agência reguladora de medicamentos do Brasil, e que a agência segue trabalhando para proteger a saúde do cidadão brasileiro. A nota foi assinada pelo diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres e pela diretora, Meiruze Freitas. (Veja a nota na íntegra abaixo).

Com o registro definitivo, a Pfizer/BioNTech fica autorizada a importar o imunizante para o Brasil. A vacina foi uma das quatro testadas em voluntários brasileiros, mas apesar dos ótimos resultados mostrando uma eficácia de 95%, o governo brasileiro não fechou acordo proposto pela farmacêutica para a aquisição de 70 milhões de doses, que seriam entregues em dezembro do ano passado.

O Ministério da Saúde, afirmou que as doses da Pfizer causariam frustrações aos brasileiros, sem dar maiores detalhes, além do governo não concordar com uma cláusula do contrato proposto pela Pfizer, em que a farmacêutica se exima da responsabilidade por eventuais efeitos adversos graves provocados pelo imunizante.

Segundo o Ministério da Saúde, a pasta aguarda um posicionamento do Palácio do Planalto, ou seja, do presidente Jair Bolsonaro, uma solução para o impasse nas negociações, a resposta é aguardada até a próxima sexta-feira (26). Além da Pfizer/BioNTech, o imunizante da Johnson, também exige a sua isenção de responsabilidade no aparecimento de efeitos adversos graves, para vender o imunizante ao país. 

Atualmente, o Brasil possui o uso emergencial da CoronaVac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan e a Covishield, imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca.

Veja abaixo a íntegra da nota da Anvisa sobre o registro definitivo da vacina da Pfizer/BioNTech:

"Como Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, informo com grande satisfação que, após um período de análise de dezessete dias, a Gerência Geral de Medicamentos, da Segunda Diretoria, concedeu o primeiro registro de vacina contra a Covid 19, para uso amplo, nas Américas.

O imunizante do Laboratório Pfizer/Biontech teve sua segurança, qualidade e eficácia, aferidas e atestadas pela equipe técnica de servidores da Anvisa que prossegue no seu trabalho de proteger a saúde do cidadão brasileiro.

Esperamos que outras vacinas estejam em breve, sendo avaliadas e aprovadas.

Esse é o nosso compromisso." Diretor-presidente Antonio Barra Torres.

Entre as autoridades de referência pela Organização Pan-Americana da Saúde OPAS), a Anvisa é a primeira a conceder o registro de uma vacina Covid-19, com 7 (sete) locais de fabricação certificados, refletindo a dedicação, planejamento e compromisso da Agência com o combate a pandemia. O registro abre caminho para a introdução no mercado de uma vacina com todas as salvaguardas, controles e obrigações resultantes dessa concessão. Diretora Meiruze Freitas.

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