Som Livre é berço de diversas duplas sertanejas como Jorge & Mateus, Israel e Rodolffo, além de cantores como Wesley Safadão, Marília Mendonça, Michel Teló entre outros. (Foto: Reprodução) |
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou sem restrições a venda da gravadora Som Livre, braço fonográfico do Grupo Globo, à gravadora americana Sony Music. O valor negociado entre as partes foi de US$ 225 milhões de dólares, na cotação atual o equivalente a R$ 1,4 bilhão de reais.
A Som Livre, criada pelo Grupo Globo em 1969 para elaborar a criação musical das novelas da TV Globo, se tornou a terceira maior gravadora do país, sendo inclusive responsável pelo lançamento de Djavan, Rita Lee e Novos Baianos. O maior grupo de comunicação do país, afirmou que a venda faz parte da mudança interna de investimentos, uma vez, que o Grupo Globo se encaminha para se tornar uma produtora de conteúdo direto ao consumidor e concorrerá diretamente de frente com gigantes de streaming como a Netflix.
O Grupo Globo decidiu pela venda à multinacional americana em abril, mas o negócio dependia do aval do CADE, que não encontrou risco concorrencial para o mercado fonográfico com a união das duas gravadoras. A Sony Music assumirá o comando da Som Livre no início de 2022 e a marca será mantida por alguns anos, segundo informações divulgadas pelo Grupo Globo.
Marcelo Soares, será mantido como CEO da gravadora, que passará a ser um centro criativo independente dentro da Sony Music, que permanecerá contratando, desenvolvendo e promovendo seus talentos, informou a nova dona da Som Livre.
A compra da Som Livre pela Sony Music foi informada pela SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos), o órgão federal norte-americano atua na regulamentação e controle dos mercados financeiros.
Com a compra, a Sony Music ganhará cerca de 10% do mercado fonográfico brasileiro e disputará o mercado com outras duas multinacionais, a Universal Music e a Warner.
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