05 junho 2021

Em Florianópolis, jovem gay está em estado grave após sofrer estupro coletivo



Um jovem de 22 anos, gay, está internado em estado grave em um hospital de Florianópolis, em Santa Catarina, após sofrer um estupro coletivo na última segunda-feira (31). Segundo informações divulgadas pela polícia, o jovem foi estuprado por três homens após ter sido abordado pelos criminosos no centro da cidade.

Apesar do caso ter ocorrido na segunda-feira, só foi tornado público neste sábado (5). O caso segue em segredo de Justiça, o que dificulta a apuração de maiores detalhes. Porém, segundo relatos da polícia, a vítima teve diversos objetos cortantes inseridos em seu ânus.

A vítima foi obrigada a escrever palavras homofóbicas, tais como "veado", com o auxílio de objetos cortantes em seu corpo para que ficassem cicatrizes. Após o crime, o jovem foi abandonado em uma rua e encontrado e levado ao hospital em estado grave, onde permanece até o momento.

O caso foi inicialmente acompanhado pela DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso, em Florianópolis, mas logo foi repassado aos cuidados da 5ª Delegacia de Polícia da Capital, onde já há providências em andamento.

Para a polícia, a suspeita é de que o jovem tenha sido vítima do crime de ódio contra homossexuais. As Comissões de Direito Homoafetivo e Gênero e do Direito à Vítima da Ordem dos Advogados (OAB) de Santa Catarina, acompanham o andamento do caso.

Em nota, a OAB-SC, repudiou o crime e o classificou como bárbaro e que está diligenciando esforços em conjunto às delegacias especializadas e entidades de proteção à comunidade LGBTQIA+, além de prestar apoio jurídico e atenção aos familiares da vítima.

Veja a nota emitida pela OAB-SC:

"A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Santa Catarina, através das Comissões de Direito Homoafetivo e Gênero e do Direito da Vítima, vêm a público manifestar repúdio ao crime bárbaro cometido na cidade de Florianópolis, contra um jovem gay de 22 anos, que de forma cruel foi torturado, estuprado e tatuado sob coação, com dizeres homofóbicos, permanecendo em estado grave no hospital.

As Comissões informam estar diligenciando esforços, junto às delegacias especializadas e entidades de proteção à comunidade LGBTQI+, na obtenção de informações sobre a apuração da autoria deste horrível crime e no auxílio jurídico e atenção aos familiares da vítima, manifestando, desde já, toda a solidariedade.

É mister reforçar o papel institucional destas Comissões, no sentido de trabalhar com a prevenção dessas violências, amparar as vítimas e buscar a punibilidade dos responsáveis por essa e inúmeras situações similares, que compõem um verdadeiro genocídio da população LGBTQI+, assistido frequente e cotidianamente no Brasil atual."

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