11 março 2021

Prefeito Álvaro Dias é investigado pelo MPRN por distribuição desenfreada de Ivermectina, medicamento sem eficácia é prescrito pelo prefeito para COVID-19

Álvaro Dias é defensor de medicamentos sem eficácia, apesar do caos que vive a área da saúde com aumento nos casos de COVID na capital potiguar. (Foto: Lucas Alves/Secom)

A distribuição desenfreada do medicamento Ivermectina, como tratamento precoce contra a COVID-19, apesar de agências reguladoras como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), FDA (a Anvisa dos Estados Unidos), autoridades científicas e a própria fabricante do medicamento, afirmarem que o mesmo não possui eficácia contra a doença e pode trazer sérios danos à saúde de quem toma o medicamento, entrou no radar do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), que anunciou nesta quinta-feira (11) abertura de investigação contra o prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB).

O prefeito da capital potiguar é investigado por incentivar o uso da medicação, mesmo sem o aval científico. "Eu confio na Ivermectina, tenho fé e convicção", disse o prefeito em entrevista ao vivo no Bom Dia RN, InterTV Cabugi, na último dia 9 de março. Na ocasião, Álvaro Dias anunciou a abertura de uma estrutura hospitalar onde pacientes com suspeita de COVID serão internados e medicados com Ivermectina e outros medicamentos como a Cloroquina, também sem eficácia, e após algumas horas esses pacientes vão para casa e voltam no dia seguinte, novamente para receber doses das medicações sem eficácia.

O MPRN confirmou a investigação contra o prefeito, após a deputada federal Natália Bonavides (PT) ter entrado com uma representação no órgão no dia 6, contra o decreto que relaxa as medidas mais rígidas propostas pelo Governo do Estado e contra o prefeito, por fazer propagação de tratamento precoce com medicamentos sem eficácia, além de retirar direitos constitucionais da gratuidade de idosos e a meia-passagem de estudantes no transporte público da capital.

Álvaro é investigado de acordo com os artigos 268 (Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa) e 280 (Fornecer substância medicinal em desacordo com receita médica) do Código Penal brasileiro. O prefeito ainda não se pronunciou sobre a investigação em curso.


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