1 de fev. de 2021

Com 57 votos, Rodrigo Pacheco é eleito presidente do Senado

Rodrigo Pacheco, do DEM, foi eleito presidente do Senado com apoio do ex-presidente Davi Alcolumbre e do presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), foi eleito nesta segunda-feira (1º) o novo presidente do Senado Federal, pelo biênio 2021-2023. O novo presidente que contou com o apoio do ex-presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) e do presidente da República, Jair Bolsonaro, obteve 57 dos 81 votos.

Dos cinco candidatos, apenas dois disputaram a eleição para presidente do Senado, além de Pacheco, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) manteve a sua candidatura, mesmo após o MDB abandoná-la e obteve 21 votos. Outros três candidatos desistiram de suas candidaturas em apoio à Tebet, foram eles: Lasier Martins (Pode-RS), Major Olímpio (PSL-SP) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO).

Apenas 3 senadores não votaram, Chico Rodrigues (DEM-RR), licenciado do mandato; e Jacques Wagner (PT-BA) e Jarbas Vasconcellos (MDB-PE), por razões médicas. A votação se dividiu em urnas colocadas em uma das entradas do Senado, conhecido por Chapelaria, e outra no Salão Azul, essas foram utilizadas por 13 senadores, que não precisaram nem descer dos carros, as cédulas de papel com o voto eram entregues à outro senador que as depositavam nas urnas.

A medida, segundo o Senado Federal, foi para evitar aglomerações devido a pandemia da COVID-19. Outros 65 senadores votaram no plenário. 

Nascido em Porto Velho (RO), Rodrigo Pacheco, tem 44 anos, e está em seu primeiro mandato como senador. Ainda na infância se mudou para Minas Gerais, onde se formou em Direito pela PUC-MG (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais), atuava como advogado criminalista, onde chegou a atuar na defesa de um ex-diretor do Banco Rural em julgamento do mensalão. Pacheco chegou a ocupar cargos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Antes de se filiar ao DEM em 2018, Pacheco foi eleito deputado federal pelo MDB em 2014, chegou a presidir a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados e votou pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e presidiu o colegiado que analisou as denúncias contra o ex-presidente Michel Temer (MDB).

Para a Justiça Eleitoral, Pacheco declarou possuir um patrimônio no valor de R$ 22,8 milhões de bens em 2018. Agora presidente do Senado, Rodrigo Pacheco vai desfrutar de algumas luxuosas regalias, como uma mansão em área nobre de Brasília. Só na mansão, terá mais de 10 funcionários entre administrador, seguranças, cozinheiros e auxiliares de cozinha, além de garçons, camareiras e jardineiros à sua total disposição, todos pagos pelo Senado.

Pacheco também não precisará gastar um centavo de sua fortuna pessoal, nem do seu salário como senador, com despesas como contas de água, luz, telefone e alimentação, que também serão bancados com dinheiro público.

No Senado, Pacheco também terá à disposição cerca de 100 funcionários, entre assessores legislativos, de imprensa e de gabinete, fora seguranças e auxiliares que lhe darão suporte no Congresso e na residência oficial.

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