Transexual de 27 anos é morta a facadas e jogada do 7º andar de prédio no Centro de SP

Chiara Duarte foi assassinada com golpes de faca e depois jogada do sétimo andar do prédio onde morava. (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)

Chiara Duarte, 27 anos, foi encontrada morta na Avenida Rangel Pestana, na região da Sé, no Centro de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira (2). A transexual foi morta com golpes de faca e depois jogada da varanda de uma apartamento no 7º andar da Avenida Rangel Pestana. Segundo a família, ela foi morta por preconceito.

O vendedor ambulante Jeferson Pereira, 18 anos, foi preso em flagrante no apartamento dele, instantes depois de o corpo da vítima ter sido encontrado na calçada. O corpo da vítima foi sepultado nesta quinta-feira (3) no Cemitério São Luis, na Zona Sul de São Paulo.

Para o irmão de Chiara, a irmã foi vítima de crime de ódio. "Foi preconceito, foi crime de ódio, transfobia. Minha irmã só queria ser feliz. Ela morava em um centro de acolhimento de trans, no Centro de São Paulo, onde ela também era voluntária", disse Luan Duarte.

Segundo ele, a mãe dele soube da morte da irmã quando estava no hospital. "Somos em quatro irmãos e minha mãe recebeu um telefonema quando estava no hospital como nosso irmão, que é autista."

Flagrante

A Polícia Militar prendeu Jeferson Pereira após uma testemunha ter passado informações de que ele havia entrado no prédio com a vítima. Ao chegarem no apartamento, localizaram o indiciado com marcas de sangue. Em um móvel próximo foram encontradas duas facas também ensanguentadas e que foram apreendidas pela perícia.

Aos policiais, o vendedor ambulante teria dito que "que estava em seu apartamento quando a vítima chegou empunhando uma faca e tentou lhe agredir ferindo-o no dedo. Após luta corporal, o indiciado golpeou a vítima e a jogou pela sacada."

O caso foi registrado no 8º Distrito Policial. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública disse que o rapaz vai responder por homicídio qualificado. Foi solicitada perícia ao local e exames de IML à vítima.


*Por: Glauco Araújo e Gabriel Gabira, G1 SP

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