Em depoimento, tio confirma que estuprava menina de 10 anos



O estuprador da menina de 10 anos, que é o tio da vítima, confirmou em depoimento informal à polícia, que estuprava a menina. O estuprador foi preso na madrugada de hoje (18) em Betim, Minas Gerais, ele estava foragido desde que o caso de estupro se tornou nacionalmente conhecido. O estuprador foi indiciado pelo crime de estupro de vulnerável e por ameaça.


A confissão informal foi confirmada pelo delegado da Superintendência de Polícia Regional Norte, Ícaro Ruginski Borges Nascimento, durante coletiva de imprensa na tarde de hoje e que detalhou a operação que levou a prisão do estuprador, que não pode ter seu nome ou foto divulgados segundo Lei de abuso de autoridade, aprovada no ano passado pelo Congresso e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro.


O depoimento formal do estuprador à polícia aconteceu às 16h30, após o estuprador passar por exames de corpo de delito no DML (Departamento Médico Legal) de Vitória. Segundo a Sejus (Secretaria de Justiça do Espírito Santo), o estuprador já cumpriu pena de 2011 a 2018 por tráfico de drogas, mas em 2017 ele regrediu de pena passando para o regime semiaberto.


A menina descobriu que ficou grávida após sentir dores abdominais e procurar o atendimento médico, no município de São Mateus, no Espírito Santo. Após decisão da Justiça, a menina foi autorizada a interromper a gestação de 22 semanas, mas não conseguiu realizar o procedimento em seu Estado, sendo transferida para Recife, no Pernambuco, onde o procedimento teve início no domingo (16) e se concluiu ontem (17).


No domingo, após a extremista bolsonarista Sara Winter, divulgar o nome da menina e o endereço do hospital onde ela estava internada para realizar a interrupção da gravidez em redes sociais, o que provocou a ida de grupos religiosos de cunho fundamentalista. O grupo realizou um protesto contra a interrupção da gravidez, além de chamarem a menina de assassina e de criminosa, o grupo em conjunto com parlamentares do Recife tentaram invadir o hospital, ato que foi reprimido pela polícia que foi chamada ao local para dar segurança à menina e aos profissionais que trabalham na unidade hospitalar.


A divulgação do nome da menina por Sara Winter, é considerado crime pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e violou os termos de uso do YouTube, que ao tomar conhecimento da publicação em sua plataforma de vídeo encerrou definitivamente o canal mantido por Sara, para atacar o STF, ministros e quem ela achava que devia, com discursos de ódio, intimidação e ameaças de morte, do ar na manhã de hoje.

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