04 dezembro 2020

Petrobras reajusta pela nona vez o valor do botijão de gás de cozinha, no RN valor médio é de R$ 82 reais

Revendedores criticam novo reajuste e apontam que não houve aumento no valor do petróleo ou de outros produtos que determinassem o aumento. (Foto: Divulgação)

Pela nona vez no ano, o preço do botijão de gás de cozinha foi reajustado pela Petrobras e o valor médio do produto no Rio Grande do Norte é de R$ 82 reais, segundo informações do Sindicato das Revendedoras de Gás de Cozinha do RN.

O reajuste de 5%, o equivalente a R$ 3 reais, foi aplicado às distribuidoras que são obrigadas a repassar a conta para os consumidores. No ano, a alta média do gás de cozinha foi de 21,9%. O sindicato mostra preocupação com os sucessivos reajustes no valor do produto e não descarta que em breve o valor chegue à caso dos R$ 100 reais, o que representaria 10% do valor do salário mínimo.

Uma cadeia negativa com tantos reajustes é apontada pelo sindicato e preocupa o setor que prevê até 1.200 demissões nos próximos 30 dias, uma vez que o consumidor passa a reduzir a compra do botijão de 13kg.

Apesar do sindicato ter orientado os revendedores a repassar o reajuste somente após os mesmos recarreguem seus estoques, mas prevê que os novos valores passem a ser praticados no Estado já a partir da próxima segunda-feira (7).

O novo reajuste no preço do botijão de gás de cozinha foi fortemente criticado pelos revendedores do produto, que alegam não ter ocorrido reajustes nos valores do petróleo ou de produtos que justifiquem o novo aumento.

Em nota, a Petrobras tentou justificar o aumento afirmando que a estatal segue a dinâmica de commodities em economias abertas e que tem como referência o preço de paridade de importação. A estatal afirmou ainda, que apenas 43% do valor repassado ao consumidor final correspondem à Petrobras e que os 57% restantes correspondem à tributos e margens brutas de distribuição e revenda, que é a parte atribuída ao setor. 

Veja abaixo a nota emitida pela Petrobras para explicar aumento do botijão de gás de cozinha:

"Os preços de GLP praticados pela Petrobras seguem a dinâmica de commodities em economias abertas, tendo como referência o preço de paridade de importação, formado pelo valor do produto no mercado internacional, mais os custos que importadores teriam, como frete de navios, taxas portuárias e demais custos internos de transporte para cada ponto de fornecimento. Esta metodologia de precificação acompanha os movimentos do mercado internacional, para cima e para baixo".

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