10 de dez. de 2020

Com capacidade de produzir 1 milhão de doses por dia, Butantan inicia produção da Coronavac

Instituto Butantan vai produzir Coronavac 24 horas em 7 dias da semana com auxílio de 120 técnicos contratados. (Foto: Divulgação/Instituto Butantan)

O Instituto do Butantan, em São Paulo, iniciou nesta quinta-feira (10) a produção de doses da Coronavac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac contra a COVID-19. A informação foi confirmada pelo governador João Doria, durante a coletiva diária sobre as ações do governo paulista contra a doença.


De acordo com informações divulgadas na coletiva, o Butantan tem capacidade de produzir 1 milhão de doses por dia. Estão envolvidos no processo de produção 120 técnicos contratados para auxiliar na produção, que vai funcionar 24 horas, nos 7 dias da semana, para dar vazão à demanda que é esperada para o Estado de São Paulo e outros nove estados que fecharam acordo para a compra da vacina, são eles:  Acre, Pará, Maranhão, Roraima, Piauí, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Sul.


Além dos nove estados, 276 municípios já formalizaram o interesse na compra do imunizante e outros 916 estão interessados e buscam fechar acordos para a compra do imunizante produzido pelo Butantan. De acordo com Dimas Covas, presidente do Butantan, 100 milhões de doses da Coronavac foram oferecidas pelo instituto referência na produção de vacinas ao Ministério da Saúde, com entrega até maio de 2021, e que outras 40 milhões de doses foram oferecidas à outros países, entre eles, Argentina, Uruguai e Peru.


A Coronavac depende ainda da autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que aguarda a entrega dos resultados finais dos testes da vacina em voluntários que comprovem a eficácia do imunizante contra à COVID-19, o que deve ocorrer até o próximo dia 15 de dezembro, segundo divulgações do governo de São Paulo.


Bruno Covas afirmou, que o Instituto Butantan buscará a aprovação da Coronavac na Anvisa em duas frentes, pelo rito normal onde serão apresentados os estudos das 3 fases de testes em voluntários e pelo uso emergencial. Só após a conquista do registro junto à Anvisa é que a vacinação com a Coronavac poderá ter início. Em São Paulo, o governador João Doria marcou o início da vacinação para o dia 25 de janeiro.

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