CBF anuncia a equiparação nos pagamentos de premiações e diárias destinadas à jogadoras e jogadores das Seleções Brasileiras

CBF garante a equiparação salarial nos pagamentos de diárias e premiações entre mulheres e homens das Seleções principais. (Foto: CBF)

O futebol brasileiro deu um importante passo nesta quarta-feira (2), durante coletiva de imprensa a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou a tão sonhada e buscada equiparação nos pagamentos de diárias e premiações entre às Seleções Masculina e Feminina de futebol, com a medida a partir de agora homens e mulheres vão ganhar os mesmos valores nas Seleções Brasileiras Principais.

“Desde março deste ano, a CBF fez uma igualdade de valores em relação a prêmios e diárias entre o futebol masculino e feminino. Ou seja, as jogadoras ganham a mesma coisa que os jogadores durante as convocações. Aquilo que eles recebem por convocação diária, as mulheres também recebem. Aquilo que elas vão ganhar pela conquista ou por etapas das Olimpíadas ano que vem será o mesmo que os homens vão ter", revelou o Presidente da CBF, Rogério Caboclo.

Segundo informações divulgadas pela CBF, a equidade de pagamento começou a ser adotada durante a primeira convocação da Seleção Brasileira Feminina de 2020. Em março, durante o Torneio Internacional da França, as jogadoras brasileiras receberam o mesmo valor que é pago aos homens durante o período de convocação. Em 2019, durante a Copa do Mundo Feminina FIFA, na França, uma premiação inédita já havia concedida pela CBF à Seleção devido a campanha na competição. No próximo Mundial, as premiações serão proporcionalmente equivalentes.

"Aquilo que os homens receberão na próxima Copa do Mundo será proporcionalmente igual ao que é proposto pela FIFA. Não há mais diferença de gênero, pois a CBF está tratando de forma igual homens e mulheres”, garantiu o presidente.

A CBF garantiu ainda, que os Campeonatos Brasileiros de Futebol Feminino terão edições mais competitivas. Segundo a entidade, em 2019, a primeira divisão passou a ser disputada em grupo único, já a séria A-2, passou de 16 clubes para a inclusão 36 equipes, de todos os estados brasileiros. 

Além da equiparação salarial, a CBF promoveu dentro da Seleção Brasileira Feminina a contratação exclusivamente de mulheres nos cargos chaves, como a técnica Pia Sundhage, nas comissões técnicas das Seleções Femininas de Base e da primeira preparadora de goleiras, Lilie Persson como auxiliar-técnica de Pia Sundhage, além do recorde nas competições femininas, com cotas de premiação e 100% dos jogos transmitidos e celebração igualitária na Premiação do Brasileirão.

Na coletiva, a CBF anunciou ainda a contratação de Duda Luizelli e Aline Pellegrino como novas Coordenadoras das Seleções Brasileiras Femininas.

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