"Qual vai ser a decisão minha? É o veto”, afirma Bolsonaro sobre Congresso manter em R$ 600 as duas parcelas extras do auxílio emergencial

O presidente Jair Bolsonaro reclamou da interferência dos Poderes Legislativo e Judiciário nas decisões de seu governo. (Foto: Reprodução/YouTube/Jair Bolsonaro)

O presidente Jair Bolsonaro, afirmou na noite de ontem (11) durante a sua transmissão ao vivo no Facebook e em seu canal no YouTube, que vetará parcelas extras do auxílio emergencial caso o Congresso aprove a prorrogação com parcelas acima dos R$ 300 reais sinalizados por sua equipe econômica liderada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Na Câmara por exemplo, vamos supor que chegue uma proposta de duas [parcelas] de R$ 300. Se a Câmara quiser passar para R$ 400, R$ 500, ou voltar para R$ 600, qual vai ser a decisão minha? Para que o Brasil não quebre? Se pagar mais duas de R$ 600, vamos ter uma dívida cada vez mais impagável. É o veto”, afirmou Bolsonaro.

Enquanto Bolsonaro e sua equipe defendem pagar mais duas parcelas do auxílio emergencial no valor de R$ 300 reais, deputados federais, inclusive o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendem que as duas parcelas extras sejam mantidas no valor atual de R$ 600 reais para trabalhadores autônomos, desempregados e MEIs e de R$ 1.200,00 reais para mães solteiras e chefes de família.

De acordo com o governo, o auxílio emergencial custa aos cofres públicos cerca de R$ 154 bilhões de reais por trimestre, no formato atual aprovado pelo Congresso. Apesar do governo ainda não ter enviado um projeto para estender o auxílio ao Congresso, caberá à deputados e senadores o aval para o governo continuar com o programa criado para socorrer a população mais carente durante a pandemia do coronavírus.

Bolsonaro voltou a reclamar da interferência do Congresso e do Poder Judicial nas decisões que seu governo toma e alertou que a manutenção do auxílio emergencial pode "quebrar o país". “Se o Brasil quebrar, pessoal, não tem pra ninguém. Não tem pra ninguém. E a gente tem que ter responsabilidade. Quem é a gente? É o Poder Executivo, o Poder Legislativo, o Judiciário que interfere também em muitas ações que, no meu entendimento, não tinha que interferir”, disse Bolsonaro. 

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