'Lamentamos a decisão dos EUA', diz diretor-geral da OMS sobre corte de financiamento americano à entidade

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, disse que ainda não tem uma avaliação do impacto da decisão dos EUA no orçamento na OMS. (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)
O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou nesta quarta (15) que lamenta a decisão dos Estados Unidos de cortar financiamento à entidade.

"Lamentamos a decisão do presidente dos Estados Unidos de ordenar uma suspensão no financiamento à OMS", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A declaração vem um dia depois da decisão americana de suspender a verba da entidade. Tedros disse que ainda não tem uma avaliação do impacto da decisão dos EUA no orçamento da OMS.

"A Covid-19 não discrimina entre nações ricas e pobres, nações grandes e pequenas. Não discrimina entre nacionalidades, etnias ou ideologias. Nem nós. Este é um momento para todos nós estarmos unidos em nossa luta comum contra uma ameaça em comum. Quando estamos divididos, o coronavírus explora as divisões entre nós", disse Tedros.

Outros países também criticaram ou lamentaram a decisão dos EUA. O governo chinês disse estar "profundamente preocupado" com o corte de verbas, e o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, também criticou a decisão dos Estados Unidos.

A Alemanha também desaprovou a decisão do governo americano.

"Devemos trabalhar juntos contra a Covid-19. Um dos melhores investimentos é reforçar as Nações Unidas, sobretudo a OMS, que tem pouco orçamento, por exemplo, para desenvolver e distribuir testes e vacinas", afirmou em uma rede social o ministro alemão das Relações Exteriores, Heiko Maas.



*Por: G1

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