Porta-voz do MBL-BH é detido por chutar cozinheira e chamá-la de crioula

Thiago Dayrell é administrador e se apresenta em redes sociais como porta-voz do MBL, além de amante da "boa política". (Foto: Reprodução/Facebook)
O administrador Thiago Dayrell, de 24 anos, foi autuado em flagrante pelos crimes de injúria e vias de fato, suspeito de chutar e chamar de "crioula" a cozinheira Eliana da Silva, de 43 anos. De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM), o caso de injúria e agressão teria ocorrido às 23h44 de sábado (9/11), no restaurante Takos Mexican Bar, na Savassi, Região Centro-sul de Belo Horizonte. O jovem se apresenta nas redes sociais como porta-voz do Movimento Brasil Livre (MBL) e "amante da boa política". 

Os policiais foram acionados pelo gerente do estabelecimento depois que Thiago teria agredido a cozinheira. Segundo a versão de testemunhas, Thiago chegou ao bar "gritando", quando foi abordado pelo gerente, que pediu para que ele baixasse o tom de voz. O gerente contou à polícia que o jovem jogou o cartão de crédito na operadora de caixa e disse "cobra essa porra logo". Nesse momento, Eliane teria tentado apaziguar a situação, pedindo calma. Foi quando Thiago teria dito "não coloca a mão em mim sua crioula". 

De acordo com a ocorrência, Thiago chamou o gerente para a briga e teria tentado agredi-lo. Diante da confusão, Eliana tentou separar os dois. Neste momento, ela teria sido agarrada pelo pescoço por Thiago, que a chutou na coxa direita. Foi necessária a interferência de populares para apartar a briga. Thiago estava no bar com a namorada, de 22 anos. 

O suspeito foi levado para a Central de Flagrantes 2 (Ceflan 2), onde foi autuado em flagrante pelos crimes de injúria e vias de fato, conforme informou a assessoria de imprensa da Polícia Civil de Minas Gerais. Thiago pagou fiança no valor de R$ 1 mil e foi liberado. No domingo, foi registrado outro caso de injúria racial, quando um torcedor do Clube Atlético Mineiro cuspiu no segurança Fábio Coutinho e disse "olha sua cor". Segurança chorou ao lembrar a injúria racial.  

Versão de Thiago dada à polícia

Thiago disse aos policiais militares que entrou no restaurante, pediu uma cerveja e uma refeição, sendo informado que o pedido levaria 10 minutos. Como demorou, ele questionou quanto tempo demoraria para sair o pedido e recebeu a resposta de que seria  mais de 20 minutos. Diante do informado, pediu ao garçom para fechar a conta e dirigiu-se até o caixa para fazer o pagamento da cerveja que havia tomado.

Ele teria reclamado do atendimento quando o garçom teria dito "vai se fuder seu merda". Ele alega que um dos garçons o puxou pelo braço, expulsando-o do estabelecimento. Também afirma que foi empurrado e que o garçom jogou a cadeira contra ele, quando a namorada interveio.  A reportagem entrou em contato com Thiago Dayrell, que ainda não retornou.  

Thiago Dayrell afirma que sofreu agressões por parte de um garçom. (Foto: Arquivo pessoal)

Posição Tako Mexican Bar

Em nota, o Takos Mexican Bar informou que "repudia toda e qualquer forma de preconceito, como o racismo, além de desrespeito ou violência". Disse que "a empresa esclarece, ainda, que está aguardando a apuração da polícia sobre o caso e está colaborando com as informações necessárias" . 




*Por: Estado de Minas

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial