Estátua de Yemanjá na Praia do Meio tem braço destruído em ato de vandalismo e intolerância religiosa



A estátua de Yemanjá, localizada na Praia do Meio, em Natal, voltou a ser destruída em novo ato de intolerância religiosa praticado por vândalos.

A informação é do Conselho Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade do RN (CONSEPPIR/RN), que divulgou em sua página no Facebook, uma imagem com nota de repúdio. Na nota, o Conselho classificou o ataque como um ato de desrespeito e vandalismo, além do repúdio a todos os atos que manifestam preconceito e discriminação racial e desrespeito à diversidade religiosa.

Na foto publicada pelo CONSEPPIR/RN, um dos braços de Yemanjá foi totalmente destruído. Essa não é a primeira vez que a imagem do Orixá, cultuado por religiões de matriz africana, como a Umbanda e o Candomblé, sofre ataques por intolerância religiosa.

Confira abaixo nota de repúdio do CONSEPPIR/RN na íntegra:

Nota de Repúdio

O CONSELHO ESTADUAL DE POLÍTICAS DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL, vêm a público repudiar o ato de desrespeito e vandalismo mais uma vez cometido contra a imagem de Iemanjá, localizada na praia do Meio, em Natal. Repudiamos todos os atos que manifestam preconceito e discriminação racial e desrespeito à diversidade religiosa. Os maiores agredidos com esse ato criminoso são as pessoas adeptas das religiões de matrizes africanas que tem no Orixá Iemanjá um dos maiores símbolos do culto. Lutaremos para que a diversidade religiosa seja respeitada para que não presenciemos mais atos desse tipo que ferem o Estado Laico.

Natal, 07 de junho de 2018.

Conselho Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Rio Grande do Norte - CONSEPPIR/RN

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OBSERVAÇÃO:

O Conselho Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial tem ciência de que também existem os desgastes naturais a estátua porém não podemos deixar de lado os atos de vandalismo cometidos, como por exemplo, os apedrejamentos. Já tomamos as devidas providências solicitando aos órgãos competentes a revitalização e proteção da imagem, tendo em vista as inúmeras emendas parlamentares que já foram destinadas a esse fim e nunca utilizaram para tal.

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