Bancos da UE terão sistema de pagamentos para enfrentar Visa e Mastercard

Novo sistema de pagamentos "verdadeiramente europeu" tem previsão de lançamento em 2022. (Foto: Reprodução/Conta Simples)

Dezesseis bancos de Alemanha, França e três outros países da zona do euro disseram nesta quinta-feira que um sistema de pagamentos "verdadeiramente europeu" deverá estar em vigor em 2022 para digitalizar totalmente uma região onde metade dos pagamentos de varejo ainda são em dinheiro.

Parlamentares e banqueiros centrais da União Europeia há muito procuram um rival doméstico para enfrentar a Mastercard e a Visa dos Estados Unidos e, mais recentemente, gigantes da tecnologia como Alipay e Google. Mas isso não aconteceu, embora os pagamentos em tempo real sejam possíveis na zona do euro desde 2017.

O Banco Central Europeu elogiou nesta quinta-feira a decisão dos bancos de lançar o sistema de pagamento europeu unificado até 2022, depois de defender por anos uma solução orientada pelo setor para competir com empresas como Mastercard e Visa.

"O objetivo é fortalecer a Europa, torná-la mais independente e robusta", disse Thierry Laborde, vice-diretor de operações do banco francês BNP Paribas, que faz parte do projeto.

"Faremos isso coletivamente, reunindo nossos recursos. Quanto aos sistemas de distribuição, os preços diferem de um banco para outro, mas a infraestrutura será pan-europeia".

A chamada Iniciativa Europeia de Pagamentos pretende se tornar um novo meio de pagamento padrão, oferecendo um cartão para consumidores e varejistas em toda a Europa, afirmou o comunicado dos 16 bancos.

Abrangerá todos os tipos de transações, incluindo em lojas, online, saque em dinheiro e 'peer-to-peer', além das soluções existentes de pagamentos internacionais.

Bancos já inscritos incluem BBVA, BNP Paribas, Commerzbank, Deutsche Bank, Santander, ING, UniCredit e Societe Generale.

Nas próximas semanas, o projeto criará uma empresa interina em Bruxelas, com outros provedores de serviços de pagamento convidados a participar, disseram os bancos.




*Por: Huw Jones e Maya Nikolaeva da Reuters

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