'Por sorte, no Uruguai brasileiros não decidem', diz candidato de centro-direita ao rejeitar apoio de Bolsonaro

Lacalle Pou não aprova interferência de outros países no processo eleitoral do Uruguai. (Foto: Matilde Campodonico/AP)
No próximo dia 24 de novembro ocorrerá o segundo turno das eleições para presidente do Uruguai, e o candidato de centro-direita Lacalle Pou, rejeitou o apoio declarado do presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PSL). "Se eu fosse o presidente e houvesse um processo eleitoral no Brasil, por mais que eu goste mais de um do que de outro, esperaria os resultados porque tenho que ter uma boa relação com o vencedor", disse Pou ao ser questionado sobre o apoio declarado por Bolsonaro após a confirmação do segundo turno no Uruguai.

O candidato não ficou somente nesse comentário sobre o apoio dado por Bolsonaro. "Por sorte, no Uruguai os brasileiros não decidem", concluiu o assunto. As declarações do presidente brasileiro de que sairia do Mercosul, caso a chapa Fernádez/Kirchner, ganhasse (o que aconteceu), antes do processo eleitoral acontecer, preocupam Pou.

Lacalle Pou que enfrentará Daniel Martínez, candidato governista da Frente Ampla, de esquerda, tem 46 anos é advogado mas durante toda a vida adulta atuou como parlamentar, é bisneto de Luis Alberto de Herrera, principal referência do Partido Nacional por décadas. Seu pai é Luis Alberto Lacalle Herrera, presidente de 1990 a 1995, e que, em 2009, perdeu as presidenciais para José Mujica.

Para vencer o segundo turno e se eleger como novo presidente, Pou baseou sua campanha em um “choque de austeridade”, com a promessas de reduzir déficit, eliminando gastos governamentais desnecessários.

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