Mike Pompeo chega à Arábia Saudita para reunião com o rei Salman sobre desaparecimento de jornalista em consulado

Mike Pompeo foi recepcionado pelo ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir. (Foto: Leah Millis/Pool/Reuters)
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, chegou nesta terça-feira (16) a Riad, na Arábia Saudita, para uma reunião com o rei Salman. Eles devem conversar sobre o desaparecimento, há duas semanas, do jornalista dissidente saudita Jamal Khashoggi.

Pompeo foi recebido pelo ministro de Relações Exteriores Adel al Jubeir.

A Arábia Saudita está preparando um relatório que deve admitir que o jornalista Jamal Khashoggi foi morto como resultado de um interrogatório que deu errado, reportou a CNN nesta segunda-feira (15), citando duas fontes não identificadas.

Uma fonte alertou que o relatório ainda está sendo preparado e pode mudar, informou a CNN. A outra fonte disse que o relatório provavelmente concluirá que a operação foi realizada sem autorização e que os envolvidos serão responsabilizados, disse a rede de televisão.

O consulado saudita em Istambul foi inspecionado por autoridades turcas nesta segunda no âmbito da investigação sobre o desaparecimento de Jamal Khashoggi. O jornalista desapareceu depois de entrar no imóvel em 2 de outubro.

O grupo de trabalho, formado por Turquia e Arábia Saudita, chegou ao imóvel nesta tarde. Essa equipe deixou o prédio pela manhã (início da madrugada de terça, 16, no Brasil).

O jornalista saudita, crítico do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, foi ao consulado em Istambul para trâmites burocráticos relativos a seu casamento com uma cidadã turca, Hatice Cengiz. Desde então, ele está desaparecido.

A Arábia Saudita afirma até o momento que o jornalista saiu do consulado. Porém, autoridades turcas da área de segurança afirmaram à agência Reuters que a polícia tem uma gravação de áudio que indica que ele foi morto dentro do imóvel.

Algumas fontes acusam o governo saudita de enviar à Turquia uma unidade de agentes especiais para assassinar Khashoggi, o que o governo saudita nega categoricamente.

Na segunda (15), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou no Twitter que conversou com o rei Salman, da Arábia Saudita, e que ele lhe assegurou ignorar o paradeiro do jornalista.

Após receber uma "negativa muito, muito forte" do rei Salman sobre o envolvimento de Riad no desaparecimento do jornalista, Trump afirmou à imprensa na Casa Branca "que talvez deve ter sido obra de assassinos comuns. Quem sabe?".

Nos últimos dias, o presidente americano vem afirmando que chegará ao fundo do caso de Khashoggi e aplicará penas severas caso a Arábia Saudita esteja envolvida na morte do jornalista, que vivia exilado nos EUA desde 2017 e escrevia para o "Washington Post".

De fato, o presidente americano assinalou na semana passada que tinha conversado sobre o caso com o governo saudita, enquanto tanto o vice-presidente, Mike Pence, como funcionários do alto escalão da Casa Branca, já tinham ligado para o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman.

No fim de semana, uma delegação saudita desembarcou na Turquia para reuniões com autoridades de Ancara, mas nada foi divulgado sobre as conversas.

No domingo (14), o rei Salman da Arábia Saudita falou por telefone com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, a quem reafirmou "a solidez" das relações entre os dois países.




*Por: G1

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