Como um ioiô, Bolsonaro recua novamente e decide pela fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente

Após reunião com Bolsonaro no Rio de Janeiro, Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni anunciaram as fusões de ministérios definidas pelo presidente eleito. (Foto: Raoni Alves/G1)
Parecendo mais um ioiô, onde ora fala uma coisa e ora volta atrás no que diz, o presidente eleito Jair Messias Bolsonaro (PSL), voltou mais uma vez atrás em uma decisão que havia tomado durante a campanha.

Bolsonaro começou o primeiro turno defendendo a unificação dos ministérios da Agricultura com o do Meio Ambiente, mas após receber inúmeras críticas e por sinalizar com perda de votos, voltou atrás e anunciou que se eleito não iria mais fundir os dois ministérios.

Após a vitória, anunciou nesta terça-feira (30) que voltou atrás mais uma vez e decidiu pela unificação das duas pastas, que agora passa a ser Ministério da Agricultura e Meio Ambiente, porém, sem um nome definido pelo presidente eleito.

Outras fusões

Além de confirmar a fusão dos ministérios da Agricultura e Meio Ambiente, o futuro ministro da área econômica, Paulo Guedes, confirmou que os ministérios da Fazenda, Planejamento e Indústria serão fundidos com o ministério da Economia, ou seja, para a pasta de sua responsabilidade.

A decisão pelas fusões foi tomada após a primeira reunião do presidente eleito, com Guedes e com o futuro ministro da Casa Civil, o deputado federal reeleito, Onyx Lorenzoni (DEM-RS). A reunião aconteceu no Rio de Janeiro.

O plano inicial de Bolsonaro era fundir apenas Fazenda, Planejamento e Indústria, mas durante uma transmissão ao vivo pelo Facebook, o presidente eleito afirmou desistir da fusão para atender ao pedido de empresários, mas agora novamente no seu ioiô de decisões, voltou atrás mais uma vez e ainda acrescentou o Comércio na fusão.

Outras fusões não estão descartadas, uma vez que a bandeira de campanha de Bolsonaro era a de reduzir de 29 para 15 ministérios, a extinção definitiva de alguma pasta não está descartada, ao menos até uma nova mudança de palavra do presidente eleito.

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